Blogue de Filosofia 2010. Liberdade de Pensamento e Expressão. Aulas e Lições para Pequen@s Filósof@s


Pensar é algo inquietante, sério e cansativo, mas que se faz necessário se quisermos minimizar as dificuldades durante a nossa existência.  A imagem do Cérebro, abaixo, parece indicar a árdua tarefa que deve acompanhar os seres humanos.

Visite o blogue. Sinta-se à vontade. Você é muito bem-vind@!

Profa. Maria Lúcia Dário

Fixo 1 (14). Sobre mim! Uma breve história.


LIEBSTERBLOGAWARD MLD

Nasci em Campinas, São Paulo, nos anos 60. Tive uma educação moral e religiosa esmerada, dada pelos meus pais, e uma formação intelectual privilegiada, estudando desde a infância no “Colégio Culto à Ciência”.

Esta época foi marcada pelas “chamadas orais” de História, com o Prof. Pedrinho; aulas de Inglês e Francês, obrigatórias na grade curricular, com as Profas. Maria Tereza e Maria ‘Bonjour’; aulas no Laboratório de Física, com o Prof. Rubens, e aulas de Arte Culinária, com a Profa. Lídia, em uma cozinha experimental do Colégio!

Não posso deixar de citar as aulas de Educação Física, onde aprendíamos natação na piscina da própria escola, com a Profa. Lúcia Rüegger, e handball no Ginásio de Esportes “Alberto Krum”, com o Prof. Pedro ou Tojal.  E que não me ocorra esquecer dos professores de Matemática, Amaury e Auzenda Frattini,  bem como do professor de Artes, Francisco Biojone, Chicão, todos esplêndidos. Não tínhamos pressa, muito menos monotonia: nossas aulas eram recheadas de rigor científico e de gostosas risadas de piadas pueris.

Na adolescência, fui assídua frequentadora da Biblioteca Pública Municipal de Campinas e, na idade adulta, escolhi estudar Filosofia para conhecer novas ideias, desejando, até hoje, aprimorar as minhas próprias.

Após concluir a Licenciatura Plena em Filosofia na PUCCamp/1990, fiz o Mestrado em Ética, PUCCamp/1993, com o Prof. Luís Alberto Peluso e, logo em seguida, ingressei no Doutorado, também em Ética, na Universidade de Santiago de Compostela, Espanha, com a Profa. Esperanza Guisán. Debruçando-me sobre John Stuart Mill, Piaget e Paulo Freire, uni crianças, liberdade e autonomia. Uma combinação alegre e promissora. Algo que faz meu coração pulsar apaixonadamente todos os dias.

ACREDITO NO QUE FAÇO. FAÇO O QUE AMO.

Fixo 2 (14). FiLoSoFiA no Brasil? Venha ver.


LIEBSTERBLOGAWARD MLD

Este é o Brasil de milhões de brasileiros. 

Fazer filosofia, aqui, só pode ser observar, pensar e agir no mundo real.

Para mim, é assim que a filosofia tem sentido; é assim que ela cumpre o seu papel.

TITÃS – ‘COMIDA’

http://www.youtube.com/watch?v=hOyt4cwjVns

Fixo 4 (14).¨Professores Que Não Envelhecem¨. JULIO GROPPA AQUINO. USP


LIEBSTERBLOGAWARD MLD

¨ Professores Que Não Envelhecem¨

Revista Nova Escola. Outubro/2002. Julio Groppa Aquino*. USP

“Das poucas certezas que restam sobre o trabalho de educar, algo é incontestável: a capacitação do educador nunca se dá por completo, ela nunca se esgota. Certa feita, disse-me um professor, que a única vantagem que se pode obter do magistério é a de poder conviver com a potência e o frescor da infância e da juventude, instantes fugazes e extraordinários da condição humana. E, para que seja possível autenticar um argumento como esse, exige-se uma certa disposição do espírito, olhando com outros olhos aquilo que se vê todos os dias. 

Na roda viva das semanas, meses e anos letivos, é necessário, de quando em quando, tomar um certo distanciamento, contemplar o desenrolar dos acontecimentos cotidianos, prestar atenção em seus detalhes. E o que se verá? De um lado, alguém lutando contra a impiedade do tempo, o ¨inquilino¨ de um posto sempre em obras, em reconstrução perene. De outro, uma massa de corpos jovens, composta de olhares, modos e decibéis alterados, matéria-prima que não envelhece, perpetuando-se ano após ano. (…) 

Entretanto, uma senha secreta torna-se a chave para o bem viver docente e poucos a conhecem: furtar a jovialidade dos alunos, assenhorear-se de sua gana pela descoberta, sorver a seiva da vida que de lá emana irrefletidamente, ‘vampirizá-los’, enfim. Eis o segredo da vitalidade do professor. Por essa razão, trata-se, talvez, de uma das únicas profissões em que aposentadoria não há de fato. O ciclo nunca se fecha. O gesto professoral reinaugura-se sem cessar. No limite, retorna-se imediatamente ao ofício, ou, então, dele se recorda com fervor. Caso contrário, docência não houve.”

revistaescola.abril.com.br/

Júlio Groppa Aquino

*http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/86696/julio-roberto-groppa-aquino/

Fixo 5 (14). “NOSSA CANÇÃO”


LIEBSTERBLOGAWARD MLD

NOSSA CANÇÃO

Autoria e Propriedade Intelectual: Profa. Maria Lúcia Dário/2000

Licenciatura Plena em Filosofia/PUCC-1990 MEC/SP: 181.789-LP

Refrão: Estudar é bom

     Estudar faz bem

Pensar é bom

Se divertir também  

Estrofe I: Amanhã vamos ao parque

Mas depois estudar

É preciso equilibrar 

Quem estuda vai pra frente

Quem não estuda vai pra trás

Para ter uma vida boa

É preciso estudar

Estrofe II: Aqui tem filosofia

Uma matéria pra pensar

Penso antes de agir

Penso antes de falar

Estudo filosofia

E não tem enrolação

Para o bem eu digo “- sim”

Para o mal eu digo “- não”

Estrofe III: As pessoas, estudamos (Ética)

E também os animais (Ética Animal)

Somos super camaradas

Com os dois falados atrás

As histórias, as amamos

Cada povo e país  (Antropologia)

É tão bom saber das ‘coisas’

A cidade conferir (Política)

Estrofe IV: Cientistas, estudamos… (Filosofia da Ciência)

E os artistas, nem dizer… (Filosofia da Arte)

Descobertas e Invenções

Novos mundos conhecer

Mas para sermos mais felizes

Só estudar é impossível

O equilíbrio é preciso

Divertir nossos sentidos

Em homenagem a todas as crianças que tenho conhecido ao longo dos últimos anos no Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Indaiatuba – Indaiatuba.SP
Um imenso abraço a tod@s e boa sorte! É o que lhes deseja, hoje e sempre,
Profa. Maria Lúcia Dário

Fixo 6 (14). Aprendendo a se concentrar. Aprendendo a estudar. Pierluigi Piazzi


1943-2015

1943-2015

¨Treze Dicas para se Concentrar na Hora de Estudar¨

Pierluigi Piazzi

1. Não se contente em ler: escreva!
Segundo o professor e autor de livros com dicas para estudos Pierluigi Piazzi, é importante estudar escrevendo, e não só lendo. “Quem só lê perde a concentração. Quem escreve consegue entender o assunto e mantê-lo na mente”, explica ele.

2. Escreva à mão em vez de digitar.
Pesquisas já mostraram que os alunos que fazem isso aprendem mais do que quem só digita. “Você tem movimentos totalmente distintos para escrever cada letra a mão, mas isso não existe quando você está digitando. Isso faz com que mais redes neurais sejam ativadas no processo da escrita”, diz o professor.

3. Como saber o que vale colocar no papel.
Faça resumos, fichamentos e esquemas da matéria. Mas nada de ficar copiando todo o conteúdo dos livros. Para saber o que vale escrever, faça de conta que você está preparando uma cola para uma prova. Por ter pouco espaço e pouco tempo para consulta-la, é preciso ser conciso, mas ao mesmo tempo abordar os pontos principais. É disso que você precisa quando for estudar.

4. Revise a matéria que aprendeu em aula no mesmo dia.
Além de evitar acumular matérias, estudar o conteúdo visto em sala de aula no mesmo dia fará com que seu cérebro entenda que aquilo é importante e o memorize.

5. Estude sozinho.
Vamos combinar que, por mais legal que seja se reunir com os amigos para estudar, você acaba falando mais de outras coisas e as dúvidas permanecem. O professor Pierluigi é um grande defensor da ideia de que só se aprende mesmo no estudo solitário. “Estudar em grupo é útil se você for a pessoa que explica a matéria para os outros. Quem ouve não aproveita”, diz ele. A melhor dica para um bom estudo, aliás, e explicar a matéria para si mesmo.

6. Use as aulas para entender as matérias e tirar dúvidas.
Um erro comum, segundo o professor Pierluigi, é fazer dois cursinhos para ter um maior numero de aulas – o que realmente vai fazer diferença no vestibular é o momento em que você estuda sozinho, não o número de aulas que pegou. Mas isso não significa que vale cabular ou dormir nas aulas: elas são importantes para entender a matéria e tirar dúvidas.

7. Desligue todos os aparelhos eletrônicos.
Na hora de estudar, nada de deixar o celular por perto avisando você de cada notificação no Facebook. E nem caia na tentação de abrir o Facebook só por “dois minutinhos”. Esses dois minutinhos sempre se estendem e acabam com toda a sua concentração. Reserve um tempinho do seu dia só para as redes sociais e faça isso virar rotina para que se acostume a checá-la apenas nesse tempo específico.

8. Estude em um local organizado e tranquilo.
O resto da sua casa até pode ser uma bagunça, mas o local onde você costuma estudar precisa estar sempre organizado e silencioso. Ter muitas coisas espalhadas pode atrapalhar a sua concentração e há o risco de perder tempo procurando coisas que sumiram na bagunça.

9. Música? Só em línguas que você não entenda.
Não é proibido estudar ouvindo música – há quem precise dela para se concentrar. Mas evite ouvir músicas em idiomas que você entenda – isso pode fazer com que você desvie sua atenção para a letra e esqueça a matéria.

10. Use marca-texto.
Usar canetas coloridas e marca-texto para enfatizar os pontos principais é uma boa ajuda para manter o foco no que for importante, especialmente se você tem problemas mais sérios de déficit de atenção. Post-its também podem ser úteis.

11. Respeite seu tempo.
Se você é mais produtivo de manhã, deixe para estudar as matérias mais difíceis nesse período. Quando sentir que a concentração não está rolando de jeito nenhum, faça uma pequena parada e depois volte. Manter intervalos regulares é fundamental – e a frequência vai depender do seu ritmo.

12. Tenha uma programação organizada, mas seja flexível.
Use uma agenda ou quadro branco para organizar suas tarefas e respeite-a! Mas faça programações realistas para que você não se desanime. Definir que você vai estudar durante oito horas por dia se você tem várias outras atividades, por exemplo, não é algo razoável. E esteja aberto para mudanças, caso seja necessário.

13. Crie um pequeno ritual antes de estudar.
Sempre que for mergulhar nos estudos, crie e respeite um ritualzinho antes. Pode ser um alongamento, pegar um copo de suco para deixar na sua mesa, ou que mais achar melhor. Com o tempo, seu cérebro vai entender que é hora dos estudos e ficará mais fácil se concentrar.

http://canaldoensino.com.br/…/13-dicas-para-se-concentrar-n

Fixo 7 (14). Morriñas, Esperanza. Besos a tí, mi maestra. Hale.


A você, Esperanza, a minha admiração pelo seu extenso e rigoroso trabalho filosófico e, principalmente, a minha gratidão, pela educadora excepcional que é e com quem eu tive o privilégio de conviver. Dentre inúmeros ensinamentos seus, aprendi que¨Educar não é encher um balde, mas acender um fogo.¨(LuMe) Simplesmente, inesquecível. Para sempre, obrigada!

¨Un Relato Personal¨

Esperanza Guisán*

http://www.usc.es/revistas/index.php/telos/article/view/742/723
Placentero es acuerdarme de tí, Esperanza. Eso es.
Romero Britto

Romero Britto

*Esperanza Guisán é professora emérita da Universidade de Santiago de Compostela. Espanha.
Adenda: este post foi acrescido de ¨Mujeres y Pensamiento en la España  Actual¨, de  Março de  2013, conforme os links abaixo:
http://pendientedemigracion.ucm.es/BUCM/fsl/54718.php
http://pendientedemigracion.ucm.es/BUCM/fsl/54725.php

Fixo5 (14). Filosofía Hoy faz uma entrevista a Esperanza Guisán, professora emérita da Universidade de Santiago de Compostela. USC


Mais

Fixo 9 (14). ?Adónde fuiste, Esperanza?


Esperanza, amiga e professora, que Deus a receba carinhosamente no céu. Obrigada por ter-me contagiado com o seu amor pela Ética e por ter influenciado tão maravilhosamente a minha vida acadêmica e profissional. Tudo o que posso fazer agora é desejar-lhe um imenso caminho de luz e paz. 

PS: Você nunca acreditou, mas lhe farei companhia até que possamos nos ver novamente.

27 de Novembro de 2015

http://mariadario.org/morrinas-esperanza/

Fixo 10 (14). Antropologia e Filosofia da Arte. ¨Rosalía de Castro: de alumna a pedagoga de Galicia¨. Helena Villar Janeiro


Em homenagem a este Dia Internacional da Mulher, gostaria de reblogá-la, Profa. Helena. Quero deixar aqui a admiração que sinto pela senhora e por Rosalía, através da leitura de ambas, e através dessa afetuosa e prazerosa amizade que vimos compartilhando ao longo desses anos. Não me canso de lê-las e isto me faz um bem enorme.

Um beijo carinhoso, um forte abraço e um brinde a nós, as mulheres.

¨Acabamos de pasar a conmemoración do 150 aniversario da publicación de Cantares gallegos. O 2013 supuxo o desenvolvementos de estudos sobre Rosalía, pero aínda se van ir descubrindo aspectos que boten máis luz sobre a escritora universal que é considerada unha das mellores poetas –mulleres e homes- de todos os tempos.

Sabemos que naceu en Santiago de Compostela o 24 de febreiro de 1837 nunha casiña pobre do antigo “Camiño novo”, que daquela pertencía ao municipio de Conxo. Ela data Follas novas (1880) no día 23 de febreiro como día do seu aniversario porque naceu na madrugada do 24.

A meniña parecía destinada a ir parar á inclusa por ser filla de pais incógnitos, pero recolleuna súa madriña librándoa así dunha moi posible morte infantil dada a súa delicada saúde e a sorte que corrían  a maioría das criaturas que alí ingresaban. Os seus pais eran en realidade o coengo José Martínez Viojo e a fidalga vida a menos Teresa Castro, vinculada cos antigos moradores do pazo de Arretén. A súa orixe, polo tanto, era anómala pois fora concebida sacrilegamente, algo que a sociedade da época vía con moi malos ollos. Esa foi a razón pola que non foi recoñecida ata que súa nai venceu todos os medos e lle deu á meniña a primeira lección de valentía.

Segundo a tradición, dúas irmás de seu pai levárona para a criaren nunha casiña de Ortoño, no lugar de Tarroeira, pero a permanencia de Rosalía na aldea durou menos tempo do que se pensaba (12 anos), pois sabemos xa que non estivo máis de cinco. En 1842 vivía con súa nai en Padrón, Rúa do Sol. Así que polas rúas de Padrón andou e xogou María Rita Rosalía coas outras meniñas ata que aos dez anos se trasladou a Santiago de Compostela.

¿Como foi a educación desta nena a quen parece salvar o destino o día do seu bautismo para que chegue a ser algo grande?

Rosalía pasa do mundo rural á vila de Padrón e vive dez anos en dous ambientes familiares moi distintos, aínda que os dous humildes economicamente e moi relacionados coa Galicia rural. O da familia paterna, un ambiente campesiño. O de súa nai, un ambiente de señorío sen diñeiro. Cando chega a Santiago, relaciónase coa xente culta que participa en “El Liceo de la Juventud” e socialízase culturalmente nun ambiente progresista. De Santiago marcha Madrid onde coñece a Manuel Murguía, co que casará en 1858. A partir daquela, Rosalía terá un compañeiro de altísima talla intelectual que tamén lla vai recoñecer a ela, un intelectual que a elixirá para levar a cabo a recuperación de Galicia que el ten na cabeza. A Rosalía vaille encomendar a dignificación da lingua. A Eduardo Pondal, encargaralle rebuscar nun pasado glorioso para lle dar a Galicia un espello onde mirarse para reconquistar o seu futuro.

Dos primeiros anos, en contacto directo coa paisanía en Ortoño e en Padrón, Rosalía aprende a sabedoría da lingua popular, a lingua propia de Galicia e as súas cancións, que son os restos dunha poesía oral herdeira das grandes cantigas medievais, de cuxa existencia ela non ten coñecemento. Sobre esta poesía vai construír os seus Cantares gallegos.

Na etapa marcadamente padronesa recibe a educación refinada que lle proporciona unha nai con menos cartos que restos de nobreza. Durante a estadía en Santiago de Compostela, recibe a mellor educación que unha muller da época pode acadar: cultura xeral ampla e formación artística multidisciplinar que lle permitía compoñer versos, saber solfexo, tocar varios instrumentos, debuxar e converterse nunha prometedora actriz. Posiblemente nesta etapa santiaguesa teñen lugar tamén os primeiros sentimentos amorosos e as primeiras decepcións, pois alí coñeceu e tratou a Aurelio Aguirre que lle dedicou versos louvadores da súa intelixencia e se cubriu de aureola romántica ao poñer fin á súa vida no mar de Orzán na Coruña.

En Madrid publica o seu primeiro libro, La flor, do que Manuel Murguía fai unha reseña. Uns meses máis tarde, casan e manteñen durante a vida en común –el sobreviriraa moitos anos- unha grande colaboración cultural. Rosalía fórmase na súa biblioteca, coñece os grandes intelectuais europeos da época e ponse en relación coa literatura universal, influencia que podemos rastrear na súa obra.

Rosalía foi unha alumna privilexiada que soubo aproveitar todas as aprendizaxes que se lle presentaron: a da vida, a dos libro, a das conversas.

Como aprendizaxe de poeta nunha lingua que non constaba que tivese tradición literaria, aceptou a recomendación de Murguía de escribir no por daquela chamado dialecto que aprendera de nena. Partindo das cancións que oía cantar, e seguindo unha tendencia da súa época –a do romanticismo- de recuperar e valorar a arte do pobo, escribiu os poemas que acabarían nun libro, Cantares gallegos, datado no día de nacemento do seu home, o 17 de maio.

Este foi o primeiro gran libro escrito en lingua galega moderna, que non tiña nin gramática nin dicionario, por unha poeta de grande sensibilidade e facilidade para a o verso. Vai precedido dun prólogo que, ademais do seu interesante contido, demostra que Rosalía era quen de utilizar o galego tamén para escribir en prosa. Neste poemario, defendía a Galicia de todas as aldraxes que lle viñan proferindo moitos escritores de fóra, como Góngora ou Quevedo, por citar algún dos máis notorios antigalegos. A partir da publicación de Cantares gallegos, Rosalía convértese en mestra da nosa colectividade, da que está aquí e da que está emigrada en América, que chega a publicarlle Follas novas en La Habana no ano 1880. É agora cando conviven nela a alumna que seguirá aprendendo toda a vida como os mellores mestres e mestras, e en pedagoga que guía dalgún xeito ao noso país, un país de emigrantes, de necesitados e de desposuídos. O pobo chegou a adoptala como nai das súas penas e consolo das súas desgrazas por encima de calquera razoamento,

En primeiro lugar, Rosalía é mestra de lingua, dotándoa dunha grafía inicial. ¡Cantos escritores aprenderon a escribir a lingua de Galicia lendo os seus libros!Pero tamén é mestra polos contidos da súa obra que son educativos para os seus lectores do mundo enteiro, para todas as linguas, para todas as épocas. As desgrazas que pasaba Galicia na segunda metade do século XIX parecen volver a ateazarnos. Os ricos son acadora máis ricos e os pobres son acadora máis pobres. Os desafiuzamentos parécense a aquelas visitas que facían os “algoasiles” ás aldeas para desposuír os habitantes das súas casas por non poderen pagar os “trabucos e os préstamos”. Rosalía non é unha poetisa ao uso das súas contemporáneas, senón unha escritora profesional que non escribe “das pombas e as frores”, como di no primeiro poema de Follas novas.

Os libros rosalianos teñen potencialidade educativa. Desde o seu coñecemento do medio físico e cultural de Galicia, que se concreta nun riquísimo vocabulario, as referencias xeográficas, a descrición dos nosos costumes, ata os valores humanos que se desprenden dos seus poemas máis solidarios, sobre todo coas mulleres que son naquela época as grandes marxinadas da historia e cos pobres de todos os tempos que sofren toda clase de inxustizas de man dos poderosos. A palabra de Rosalía fundamenta a educación para a igualdade e a súa pluma comprometida proponnos non poucas reflexións arredor dun fenómeno, que xa parecía inverso e cada vez máis frecuente nas nosas aulas: a emigración e o triste desarraigo que padecen  “os que noutras terras/ tén que buscar pan”. Non obstante, Galicia volve emigrar e os seus versos servirán de forza para as persoas que se vexan obrigadas a deixar a patria,“forzoso, mais supremo sacrificio, que a miseria está negra en torno deles, e adiante está o abismo”.

Rosalía é unha poeta intemporal que non pasa de moda. Por desgraza da humanidade, os seus poemas máis cívicos son homologables aínda coas circunstancias polas que pasa o mundo máis empobrecido. E as análises e intuicións que fai nos seus versos relativos á condición humana, á dor, á finitude, ás ansias de inmortalidade, á soedade radical que padece o noso espírito é unha canteira de versos aplicables ás mulleres e homes de todos os tempos, de todas as xeografías e de todas as culturas.

Rosalía ensina a apreciar o propio, a valorar o idioma milenario que herdamos dos antergos, a coñecer a riqueza cultural, a ser solidarios cos que sofren, a mostrarse sensibles perante as inxustizas, a valorar as capacidades creativas e intelectuais das mulleres, a aprofundar nos pensamentos e a expresar ese resultado nun texto que permita coñecerse mellor e a mellor trasmitir os pensamentos.

Ao lado dos poemas que mellor retratan o pesimismo humano, Rosalía utiliza o xenio do humor, que é o cerne do noso espírito. Ela desmostra en que consiste a máis fina das ironías, a que invirte os papeis, a que di o contrario do que parece dicir. Por iso algúns dos seus poemas arrancan un sorriso e outros unha gargallada.

Rosalía non é santa. Nin tampouco é choroa. Ela non fai máis que cantar a realidade que viviu e viu ao seu redor. Ela explica así o fenómeno do pesimismo que por veces a invade e nos invade: “Triste é o cantar que cantamos/ mais que facer se outro mellor non hai”.¨

http://www.elcorreogallego.es/opinion/la-quinta/ecg/fundacion-rosalia-dinamica-necesaria/idEdicion-2014-03-23/idNoticia-859570/

Fixo 11 (14). Educação, Ética e Antropologia. ‘A identidade fascinada’, de Antonio Piñeiro. Caderno da Crítica. Ramón Nicolás


Una pandilla inolvidable, Ramón Nicolás.
Muita saudade da RU Colégio Fonseca, com seus jardins e carvalhos, e especialmente da RU Monte da Condesa, onde fiz amigos que conservo até hoje. Facultad de Filosofía y CC de la Educación. Campus Vida (antigo Campus Sur). USC.

Obrigada pelo post!
https://mariadario.wordpress.com/2010/07/09/25-de-xullo-dia-da-patria-galega/

Caderno da crítica

Antonio Piñeiro

A identidade fascinada

Galaxia, Vigo, 2015, 164 páxinas, 14 €

Antonio Piñeiro levanta acta do universo particular que se xerou coa chegada do estudantado universitario a Compostela ao longo dos anos oitenta: unha viaxe polo que aquilo foi e polo que significou

Destila vagar compositivo e innegable afán de innovación este novo libro de Antonio Piñeiro que ten a ben advertir, nas páxinas limiares, as claves do enfoque que exhíbe acaroándose ás definicións de novela de Pío Baroja -“ese saco remendado onde cabe todo”- e de Cela: “documento, espello ou cámara tomavistas”.

         Un hibridismo asumido que se cadra bascula cara á crónica ensaística, cunha enorme documentación polo medio, entreverada coa propia ficción ou, se se quer, coa “non ficción” e que se inxecta por unha estética de sensacións. Vese, si,  un rapaz con catiúscas que chega a Compostela nos anos oitenta, algúns amigos e amigas de perfís…

Ver o post original 248 mais palavras

Fixo 12 (14). Filosofia da Arte. ¨Retrato¨. Cecília Meireles


 ¨Retrato¨

Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cecília Meireles

Cecília Meireles

(Obra poética, Volume 4, Biblioteca luso-brasileira: Série brasileira. Companhia J. Aguilar Editora, 1958, p. 10) 
http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/

Fixo 13 (14). Filosofia da Arte e Ética. Escritos de FLORBELA ESPANCA


Florbela Espanca, uma escritora que sempre me impressionou, principalmente pela sua concepção do amor e do casamento.

O Sucesso para um Grande Amor’
FLORBELA ESPANCA
Estou contente porque a minha querida não tem ainda o afecto exclusivo e único que há-de sentir um dia por um homem, apesar de todas as suas teorias que há-de ver voar, voar para tão longe ainda!… E no entanto, elas são tão verdadeiras! Ainda assim, minha querida Júlia, uma das coisas melhores da nossa vida de tão prosaico século, é o amor, o grande e discutido amor, o nosso encanto e o nosso mistério; as nossas pétalas de rosa e a nossa coroa de espinhos. O amor único, doce e sentimental da nossa alma de portugueses, o amor de que fala Júlio Dantas, «uma ternura casta, uma ternura sã» de que «o peito que o sente é um sacrário estrela­do», como diz Junqueiro; o amor que é a razão única da vida que se vive e da alma que se tem; a paixão delicada que dá beijos ao luar e alma a tudo, desde o olhar ao sorriso, — é ainda uma coisa nobre, bela e digna! Digna de si, do seu sentir, do seu grande coração, ao mesmo tempo violento e calmo. Esse amor que «em sendo triste, canta, e em sendo alegre, chora», esse amor há-de senti-lo um dia, e embora morto, perfumar-lhe-á a alma até à morte, num perfume de saudade que jamais o tempo levará!
No entanto, o casamento é brutal, como a posse é sempre brutal, sempre! O melhor beijo, o beijo mais doce, aquele que se não esquece nunca, é aquele que nunca se deu, disse-o um dia um poeta, e eu creio. Só para as mulheres, as tais mulheres mais animais que espirituais, é que o casamento não é a desilusão de sempre, — mas então nós? Se ganhamos um grande amigo, o que nós sofremos muitas vezes! A revolta de tudo quanto há de delicado em nós, e que se ofende e se indigna com as afrontas que são afinal uma grande lei da Natureza! E não há homem, por superior que seja, que com­preenda esta revolta e que a desculpe! Em tudo eu penso exactamente o mesmo que a minha querida Júlia; não há nada, tanto para os homens como para a mulher, que valha a liberdade tanto alma como de pensa­mento. É o casamento um grilhão de flores e risos? De acor­do, mas é sempre um grilhão. Ria, pois, e cante com a sua bela alegria, ame doidamente alguém, mas nunca abdique nem uma só das suas graças, nem uma só das suas ideias que lhe fazem vincar a fronte às vezes com uma pequenina ruga de capricho e insolência, que fica tão bem às mulheres boni­tas; não ajoelhe nunca, porque está nisso o nosso grande mal, o nosso profundíssimo erro; nós invertemos muitas vezes os papéis, e em proveito deles, e depois as consequências são muitas vezes as paixões que devastam uma vida inteira por criaturas que se dignam dar, por último, como humilde mortalha, um olhar de compaixão! O melhor de todos os homens não vale um fanatismo, creia-me, e embora a nossa alma, com essa ânsia de amor, de ternura que canta sempre em nós, se lhes dedique completamente, que eles o não sai­bam nunca, que não suspeitem sequer!… Abdicando um grau da nossa realeza, teremos de descer sempre, sempre, até ao fim. Não é verdade isto?
Florbela Espanca, in “Correspondência (1916)”

Fixo 14 (14) .¨Velha Chácara¨. ENTRE LES MOTS. ¨Lira dos Cinquent’anos¨. Manuel Bandeira


FILOSOFIA da ARTE. POESIA. MANUEL BANDEIRA

Em homenagem a Fazenda Pau d’Alho.

Entre Les Mots

A casa era por aqui… 
Onde? Procuro-a e não acho. 
Ouço uma voz que esqueci: 
É a voz deste mesmo riacho. 

Ah quanto tempo passou! 
(Foram mais de cinqüenta anos) 
Tantos que a morte levou! 
(E a vida… nos desenganos…) 

A usura fez tábua rasa 
Da velha chácara triste: 
Não existe mais a casa… 

— Mas o menino ainda existe. 

Manuel Bandeira, In Lira dos cinquent’anos, 1940

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Aula Inaugural 2016


Coruja ou Mocho?

(atividade realizada no Paint por L.F.T..)

Filosofia da Arte. Poesia. Haiku. RENOVACIÓN


Fonte: RENOVACIÓN

Filosofia da Arte. ¨Filosofia dá em árvore¨. Poesia. Mariel Fernandes


Foto postada por @marielfernandes.

Fonte: Filosofia dá em árvore

O Twitter dá menos trabalho que o WordPress!


Filosofia da Arte. Vivimetaliun. A rua é minha tela: projeto espalha ‘grafites de crochê’ pelas ruas de São Paulo.


Fonte: A rua é minha tela: projeto espalha ‘grafites de crochê’ pelas ruas de São Paulo

Filosofia da Arte. Orlando Fagnani


Fonte: Orlando Fagnani

Filosofia da Arte. DESPEDIDA. Helena Villar Janeiro


Fonte: DESPEDIDA

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