Antropologia. Zeus e Eros

LIEBSTERBLOGAWARD MLD

Zeus, deus dos trovões, senhor do Olimpo, era filho de Cronos e Reia. Cronos tinha o hábito de devorar seus próprios filhos para que não tomassem seu lugar no trono. Até que nasceu Zeus e sua mãe, Reia, já cansada de tanto sangue e sofrimento, deu a Cronos uma pedra para comer no lugar de Zeus, salvando sua vida.
Assim que Cronos descobriu que tinha engolido uma pedra, em vez do filho, saiu à procura de Zeus mas não o encontrou. Zeus estava sendo criado no bosque de Creta e foi alimentado com mel e leite de cabra. E assim quando cresceu foi a caminho do  pai para combatê-lo. Quando se encontraram, Zeus obrigou seu pai a engolir uma bebida mágica, que restituiu todos os filhos que no passado tinha devorado. Foi então que Zeus conheceu seus quatro irmãos: Deméter, Poseidon, Héstia e  Hades. Faltou apenas Hera que, como Zeus, foi poupada e não estava ali. Zeus ainda liberou ciclopes que deu a ele o Raio. Então, após dez anos, que foi o tempo que durou a guerra, Zeus subiu ao Olimpo junto com Poseidon e Hades, que o ajudaram a destruir Cronos e, então, comandaram o Céu, a Terra e os demais deuses.
Zeus tinha o poder dos fenômenos atmosféricos: fazia relâmpagos e trovões e, com sua mão direita, lançava a chuva, ou seja, podia usar sua força para destruir mas também para construir.
Zeus casou-se três vezes: sua primeira esposa foi Métis, a deusa da prudência, e com ela teve sua filha, Atena. Sua segunda esposa foi Têmis, a deusa da justiça. E sua terceira esposa foi sua própria irmã, Hera, e com ela teve vários herdeiros, mas o único que foi filho legítimo de Hera e Zeus foi Ares, deus da guerra. Hera era muito ciumenta e agressiva haja vista o desrespeito de Zeus com ela: tinha muitas amantes e também acabou tendo muitos filhos fora de seu casamento. Zeus usava seu poder de sedução e até usava as mais belas metamorfoses para conquistar as mulheres. As mais conhecidas foram: o ¨Cisne de Leda¨ e o ¨Touro da Europa¨.
Na mitologia grega, Europa era filha do rei da Fenícia, Agenor, e irmã de Cadmo. Foi raptada por Zeus que disfarçou-se de touro para que sua ciumenta mulher, Hera, não percebesse. Ele levou Europa para Creta, onde desembarcou na praia de Matala, o que levou Cadmo a procurá-la e, na jornada, fundar a cidade de Tebas. Em Creta, Europa teve três filhos: Minos, Radamanto e Sarpedão.

Na mitologia grega, Europa era filha do rei da Fenícia, Agenor, e irmã de Cadmo. Foi raptada por Zeus que disfarçou-se de touro para que sua ciumenta mulher, Hera, não percebesse. Ele levou Europa para Creta, onde desembarcou na praia de Matala, o que levou Cadmo a procurá-la e, na jornada, fundar a cidade de Tebas. Em Creta, Europa teve três filhos: Minos, Radamanto e Sarpedão.

Zeus é o deus que dá ao homem o caminho da razão.
(Fernanda Lima/ infoescola.com)

Eros é considerado pelos gregos o deus do amor. Entre os romanos, ele era conhecido como Cupido. Há várias versões sobre a história deste deus. Segundo Hesíodo, na sua obra Teogonia, e Empédocles, filósofo pré-socrático, ele era descendente do Caos, sendo assim uma divindade primordial. Enquanto o Caos era o representante do vácuo primitivo reinante no Universo, Eros era a energia que organiza e unifica tudo. Através dele, tudo passava do estado caótico para a condição cósmica, ou seja, ao espaço bem ordenado.
Depois, ele passou a ser conhecido como um deus integrante do Olimpo, gerado por Afrodite e Zeus. Ele detinha uma beleza ímpar, atendia aos desejos de Afrodite, sempre pronto a disparar suas flechas do amor contra mortais e imortais, conforme as determinações maternas. Representado como uma criança, explicam algumas versões que Afrodite teria, um dia, reclamado com Métis, deusa da prudência, que o filho não crescia nunca. A amiga lhe recomendou então ter outro filho, o que propiciaria o crescimento de Eros. Isso teria realmente ocorrido depois do nascimento de Antero, considerado por alguns a divindade responsável pelo amor mútuo, o que eventualmente o opunha ao irmão.
Os romanos, embora admirassem a sublime beleza de Eros, reservavam a ele um cerimonial simples. Homero não cita Eros em nenhum momento na sua Odisséia. Cabe a Hesíodo narrar sua existência pela primeira vez, descrevendo-o como o imortal mais formoso, sedutor, apto a dominar os corações e a vencer a prudência.
O filósofo grego, Platão, em sua obra Banquete, narra a gênese de Eros de forma completamente distinta. Ele o descreve como fruto da disponibilidade de Poros, entidade que simboliza o Expediente, e da carência constante de Pínia, a Pobreza. Na festa celebrada pelos deuses para comemorar o nascimento de Afrodite, Expediente e Pinia teriam se envolvido e gerado Eros, posteriormente protegido por Afrodite, por ter sido concebido no mesmo dia em que ela veio à vida.
Mas, a se acreditar em Platão, Eros seria pobre, sujo e eternamente carente, em suma, um mendigo, herdeiro da personalidade materna e do estilo paterno de estar sempre à espera de corpos e almas lindos e perfeitos, executando constantemente ardis sutis e astuciosas intrigas; seria o símbolo do amor necessitado, que não se concretiza, pois o objeto do desejo sempre escapa de suas mãos.
A história de Eros e Psiquê é uma das mais belas e profundas. Ele se casa com a amada, mas a proíbe de ver seu rosto, pois deseja ser amado não como uma divindade, mas como um mortal. Ela, porém, vencida pela curiosidade, vale-se do momento em que ele adormece e espia sua face; ela fica tão encantada que deixa uma gota de cera da vela que ilumina seu amado, cair em seu peito. Eros desperta e fica enraivecido, deixando sua amante. Ela fica sem rumo ou, em outras versões, é castigada por Afrodite, inconformada com o fim da paixão de seu filho por Psiquê; de qualquer forma, arrependido, Eros implora a misericórdia de Zeus para a mulher amada. O deus supremo cede e torna Psiquê imortal, unindo os jovens amantes, que passam a morar no Olimpo. A bela mortal representa, segundo alguns especialistas, a espiritualidade presente no Homem, o que transforma esta lenda em penetrante metáfora sobre a relação da alma humana com o Amor. (Ana Lúcia Santana/ infoescola.com)
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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. MariaDario
    out 11, 2012 @ 10:06:14

    Seja sempre bem-vinda, Profa. Helena. Realmente, a mitologia nos encanta e encanta as crianças também.

  2. Helena Villar Janeiro
    out 10, 2012 @ 18:40:44

    Moi arriquecedora é a mitoloxía clásica. En xeral, todas as mitoloxías explican a evolución das emocións, dos sentimentos e do pensar. Pero a grecolatina foi a xeralizou a nosa civilización europea. Lamento non coñecer outras tan ben. Unha aperta grande, amiga.