Após 6 alunos tentarem suicídio, medicina da USP se mobiliza. Catraca Livre

 

Não dormir por conta dos estudos, pressões da vida acadêmica, dificuldade de socialização e má alimentação, impactam na saúde física e mental dos estudantes.

Fonte: Após 6 alunos tentarem suicídio, medicina da USP se mobiliza.

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Direito-USP aprova reserva de vagas raciais via Enem 2017. | VEJA.com

O sistema de cotas, tão importante numa sociedade tão desigual!

 Para o próximo ano, 30% das vagas serão oferecidas via Sisu — dessas, 20% serão destinadas a pretos, pardos e indígenas e 10% a alunos de escolas públicas.

Fonte: Direito-USP aprova reserva de vagas raciais via Enem 2017 | VEJA.com

Ética e Educação. Sobre a polêmica visita de Alexandre Frota ao Ministro Mendonça Filho.

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Educação no Brasil

Vocês se lembram do Prof. Renato Janine Ribeiro, filósofo da USP? Foi admitido como Ministro da Educação do governo Dilma e, logo em seguida, DEMITIDO pela presidenta. Imaginem, o RENATO JANINE RIBEIRO! Então, acho que o problema maior desse país somos nós, @s brasileir@s. Nós temos que pensar muito mais sobre nós mesmos, nossos princípios, gostos, interesses, objetivos, evoluindo pra ‘nunca mais’ retroceder. Precisamos amadurecer a cada dia e acho que estamos no caminho certo.

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Fixo 4 (14).¨Professores Que Não Envelhecem¨. JULIO GROPPA AQUINO. USP

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¨ Professores Que Não Envelhecem¨

Revista Nova Escola. Outubro/2002. Julio Groppa Aquino*. USP

“Das poucas certezas que restam sobre o trabalho de educar, algo é incontestável: a capacitação do educador nunca se dá por completo, ela nunca se esgota. Certa feita, disse-me um professor, que a única vantagem que se pode obter do magistério é a de poder conviver com a potência e o frescor da infância e da juventude, instantes fugazes e extraordinários da condição humana. E, para que seja possível autenticar um argumento como esse, exige-se uma certa disposição do espírito, olhando com outros olhos aquilo que se vê todos os dias. 

Na roda viva das semanas, meses e anos letivos, é necessário, de quando em quando, tomar um certo distanciamento, contemplar o desenrolar dos acontecimentos cotidianos, prestar atenção em seus detalhes. E o que se verá? De um lado, alguém lutando contra a impiedade do tempo, o ¨inquilino¨ de um posto sempre em obras, em reconstrução perene. De outro, uma massa de corpos jovens, composta de olhares, modos e decibéis alterados, matéria-prima que não envelhece, perpetuando-se ano após ano. (…) 

Entretanto, uma senha secreta torna-se a chave para o bem viver docente e poucos a conhecem: furtar a jovialidade dos alunos, assenhorear-se de sua gana pela descoberta, sorver a seiva da vida que de lá emana irrefletidamente, ‘vampirizá-los’, enfim. Eis o segredo da vitalidade do professor. Por essa razão, trata-se, talvez, de uma das únicas profissões em que aposentadoria não há de fato. O ciclo nunca se fecha. O gesto professoral reinaugura-se sem cessar. No limite, retorna-se imediatamente ao ofício, ou, então, dele se recorda com fervor. Caso contrário, docência não houve.”

revistaescola.abril.com.br/

Júlio Groppa Aquino

*http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/86696/julio-roberto-groppa-aquino/

ARQUIVO. Educação e Política. UNICAMP, USP e UNESP recebem menos recursos financeiros este ano. A Educação não é prioridade?

ARQUIVO

O governo do estado de São Paulo destinará menos recursos financeiros a UNICAMP, a USP e a UNESP em 2015. Também, a Educação Básica, a Saúde e as obras de Transportes no nosso estado estão comprometidas.

A Educação, pelo menos a Educação, não é prioridade, Presidenta Dilma?

http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2015/03/04/usp-unesp-e-unicamp-receberao-r-203-milhoes-a-menos-em-2015.htm

Ética e Filosofia da Ciência. ¨Qualidades atraem Hostilidade.¨ Flávio Gikovate

¨Qualidades atraem Hostilidade¨

Dr. Flávio Gikovate

Médico Psiquiatra da USP

¨Crescemos e nos formamos levando em consideração, basicamente, aquilo que ouvimos dos nossos pais e professores. Por influência deles, somos levados a concluir que é conveniente sermos pessoas boas, esforçadas, trabalhadoras e gentis com os nossos colegas, uma vez que este é o caminho para sermos aceitos e queridos por eles. Porém, uma das mais desagradáveis surpresas que muitos de nós tiveram ao longo da adolescência reside no fato de que, exatamente por sermos portadores de tais qualidades, somos muito mais hostilizados que amados. A ideia de que o acúmulo de virtudes despertará o amor das pessoas parece lógica, de modo que quase todos se esforçam nesta direção. Só não agem de modo legal aqueles que não conseguiram o desenvolvimento interior necessário para, por exemplo, controlar seus impulsos agressivos ou renunciar a determinados prazeres imediatos em favor de outros, maiores, colocados no futuro.

Assim, ao longo da vida adulta convivem dois tipos de pessoas: aquelas que conseguiram vencer estes obstáculos interiores e se tornaram criaturas melhores e outras que não foram capazes de ultrapassar estas primeiras e fundamentais dificuldades – e que se esforçam ao máximo para disfarçar suas fraquezas. As primeiras, são as que saíram vencedoras no primeiro combate importante da vida, o de “domesticar” seus próprios impulsos destrutivos, e se transformaram em criaturas portadoras das propriedades humanas que somos unânimes em catalogar como virtudes. O que acontece? Os perdedores se sentem incomodados e humilhados pelo fato de não possuírem igual capacidade de controle interior. Este dado é muito importante, pois indica que, independentemente do que digam, os perdedores sabem perfeitamente quais são as virtudes e as apreciam; não aderem a elas porque isto implica em um esforço que não são capazes de fazer. De todo modo, os perdedores – que adoram desfilar como “superiores” e indiferentes às questões da moral –, por se sentirem humilhados, também se sentem agredidos pela presença daquelas virtudes em uma outra pessoa que não neles próprios. Comparam-se com o virtuoso, consideram-se inferiores a eles, sentem-se por baixo, irritados com a presença daquelas virtudes que adorariam possuir. A vaidade dos perdedores fica ferida e eles, como têm pouca competência para controlar a agressividade, saem atirando pedras. É claro que tais pedradas têm de ser sutis para que não denunciem todos os passos do mecanismo da inveja: reação agressiva derivada de suposta ofensa na vaidade daquele que se sentiu inferiorizado por não ter as virtudes que lhes provocaram a admiração.

Sim, porque o invejoso admira muito o invejado; senão seria tudo totalmente sem sentido. Saber que o bandido inveja o mocinho é uma das razões da esperança que sempre tive no futuro da nossa espécie. A agressividade sutil derivada da inveja nos derruba, entre outras razões, porque ela vem de pessoas que gostaríamos que nos amassem. Afinal de contas, nos esforçamos tanto para conseguirmos os bons resultados justamente para ter essa recompensa. É difícil para um filho perceber que suas qualidades despertam em seu pai emoções contraditórias: por um lado, a admiração se transforma em inveja, de modo que o pai se ressente da boa evolução do filho. O mesmo acontece entre mães e filhas, sendo inúmeras as exceções onde a admiração não dá origem à vertente invejosa. As “agulhadas”, as indiretas e as observações depreciativas e inoportunas próprias da inveja existem de modo muito intenso entre irmãos (eternos rivais), entre marido e mulher, assim como em todas as outras relações sociais e profissionais.

É praticamente impossível uma pessoa se destacar por virtudes ou competências especiais sem ser objeto da enorme carga negativa derivada da hostilidade invejosa. O mais grave é que não fomos educados para isso, de modo que nos surpreendemos e ficamos chocados ao observarmos esse resultado. A decepção é tal que muitos se desequilibram quando atingem algum tipo de destaque, condição na qual são levados a um estado de solidão – o oposto do que pretendiam. Uns se drogam e outros tratam de destruir rapidamente o que construíram, de modo a deixarem de ser objeto de inveja. Tudo isso é, além de triste, inevitável, ao menos no estágio atual do nosso desenvolvimento emocional. Poderíamos ser ao menos alertados por uma educação mais sincera e sem ilusões. Toda ilusão trará uma desilusão! A maior parte das pessoas jamais imaginou, por exemplo, o volume de problemas e de decepções por que passam as moças mais belas, especialmente quando isso se associa a uma inteligência sofisticada e a uma formação moral requintada. São portadoras daquelas virtudes que mais aparecem e encantam a todos. São, por isso mesmo, objeto de uma hostilidade inesperada e enorme. Ficam totalmente encurraladas e quase nunca sabem como sair da situação a não ser destruindo algumas de suas propriedades.¨

http://flaviogikovate.com.br/